Segunda-feira, Junho 28, 2004

"Todos os dias antes de dormir
Lembro e esqueço como foi o dia:
'Sempre em frente,
Não temos tempo a perder.
Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo,
E tão sério
E selvagem.' "

(Legião Urbana in "Tempo Perdido")


Ponteiros, espaço e inevitabilidade

(Flavia Lopes, junho de 2004)


O tempo é um conceito, uma forma de controle pessoal. Definir a hora e o que deve ser feito; programar como e quando é necessário dedicar-se a uma empreitada ou comparecer em tal ambiente; precaver-se a fim de evitar atrasos, cobranças ou erros. É a forma como delimitamos o espaço, a linha que cataloga dias, meses e anos, o vão de experiência adquirida que separa crianças de adultos.
Os pragmáticos afirmam que o tempo é a base mais segura para estruturar ações concretas analisando, minuciosamente, cada passo; uma carta na manga a favor da praticidade e da logística dos fatos.
A poesia, em contrapartida, diz que o tempo depende da forma como observamos o mundo e a nós mesmos. Avalia os relacionamentos de criatura para criatura, o íntimo. Vinte e quatro horas podem significar uma eternidade; a diferença de idade torna-se irrisória, de acordo com a situação.
Os filósofos compreendem que o tempo denota sabedoria, engrandecimento, mas destacam a inevitabilidade. Sofrem a ação do mesmo, mas não possuem clarividência para evitar o futuro. O presente transforma-se no ponto vital de cada relação ou na eterna dualidade entre o ser racional e a consciência sensitiva.
A sociedade prega que o tempo lhes beneficia. Trabalho, luta, o eflúvio de idéias, progresso tecnológico e científico exigem estudo, dedicação, um longo período em busca de respostas e perspicácia. A História, assim como a arte e a literatura, fala por si, consolidando a veracidade de tais fatos.
Para mim, o tempo é um quadro negro - cada giz traceja a possibilidade de um caminho incerto; filetes coloridos sobrepõem-se em um gráfico indecifrável.
A tonalidade mais vibrante destaca o EU responsável, cônscio, emocional - o cerne: estudar, completar uma tarefa, valorizar amigos e entes, cuidar das obrigações diárias, auxiliar quem necessita e reservar várias quadras do ponteiro para o desejo, a inspiração, o sonho, a fala visceral.
As demais cores singram rumos desconhecidos e atraem a visão. Uma a uma, transmitem o brilho da utopia insinuando que é possível realizá-las. Certificam-se de que a linha do horizonte nada mais é senão um retrocesso. Ultrapassá-la condicionaria a própria existência, limitando o futuro. Galgar além do abismo sem temer a queda exige coragem, engloba tudo o que a mente possui e restringe.
O vórtice final da estrada, o pináculo do ciclo que rege os ventos é um espaço em aberto..
Faz sentido esquematizar como tudo, um dia, pode vir a ser - descendentes, profissão, bens, negócios, relacionamentos e afins? Se a resposta é afirmativa, então, por quê? O que está sendo erguido e moldado hoje para concretizar o que almejam? Não há futuro sem a batalha diária. O tempo se desvenda de acordo com nossa perspectiva e atuação concreta.
Decerto seria bem mais fácil se dissesse: conquistarei o reconhecimento desejado porque isto é justiça. Terei meu próprio restaurante com minhas inúmeras receitas pessoais porque isto é justiça. Serei feliz ao lado de um grande amor, meus gatos, filhos e netos, porque isto é justiça.
Como bem disse o personagem de Ian Hart - Dave Carr - em "Terra e Liberdade"
(Ken Loach): "Ideas does not exist in a book or a paper, it has to be real for real people".
Não importa o que é justo ou deixa de ser. Se todos nós recebêssemos o tanto que merecemos não haveria crianças esquálidas morrendo de fome ou gravemente enfermas; animais não seriam feridos covardemente; os que tanto prezam e amam não sofreriam com a ganância, a inveja ou a fatalidade - deixando um rastro de mágoa, doença, rancor, cicatrizes e uma ferida exposta.
Nada é eqüitativo e não, não é justo. Urgente é talhar o agora, pavimentar cada bloco de cimento da estrada. Todos possuem um destino, uma predestinação, mas nada, literalmente nada, cai de mãos beijadas em nosso colo - por maior que seja o poder aquisitivo. Dinheiro compra tudo, ou quase tudo, mas não respeito. Estrutura financeira com o patrimônio de antepassados pode dar segurança a curto ou longo prazo, mas o prazer de evoluir, o talento inato de cada um, o sonho de construir e perpetuar nosso sangue e nome, diz respeito ao que fazemos neste exato momento.
A existência é engrandecida e táctil quando volvemos o olhar para o nosso âmago e questionamos o fundamento, o ápice e a razão de nossos ensejos.
O que é reconhecido e destilado hoje será o vinho tinto envelhecido servido amanhã.
Dilate as narinas, apure o tato, sorva o paladar, entregue-se à tensão climática, viva o tempo presente.

"Eu vou sem lenço, sem documento,
Nada no bolso ou nas mãos,
Eu quero seguir vivendo, amor,
Eu vou, por que não? Por que não?"

(Caetano Veloso in "Alegria, Alegria")

Interiorização ou a saga derradeira

(Flavia Lopes, junho de 2004)


Reestruturei os alicerces do conhecimento,
Senti os dedos do tempo em chamas.
O céu espectral abençoa a noite
Dos filhos cegos - os herdeiros.
Buscam paz, mas não vêem
A cobiça devorando o ser!

A morada regozija-se,
Meu destino incompleto
Saúda os corcéis do vento!
Feliz, caiando tijolos rubros,
A hidra febril ergue os braços:
Redescobri a estrada que trilhei.
O tempo é relativo, não tarda,
Nada me intercepta, retém,
Singro talhando o infinito!
Meu corpo embevecido
Urge a transmutação.

A inatividade retalha asas!
Faça emanar o livre-arbítrio
De teu acólito - o pensamento,
Identifique-se, não tema o porvir.
Viver oposto à existência do mistério
É relegar a própria sorte ao esquecimento.

"What you gonna do when your friends have gone away
And deserted you
You'll have to be strong
24 hours can seem so long
You're taught to not care
And then not realize this world is meant to share"

(Simply Red in "Your mirror")


Flavia Lopes, extirpado às 5:29 AM





Sábado, Junho 05, 2004

"Nas filas dos pontos de ônibus procurando aonde ir
São todos seus cicerones, fogem pra não desistir
Dos seus salários de fome e a esperança que eles têm
Neste filme, como extras, todos querem se dar bem"

(Cazuza in "Um trem pras estrelas")


Cinco sentidos

(Flavia Lopes, junho de 2004)


Os personagens trágicos, antítese dos grandes heróis com rosto de bom moço, sempre me atraíram. Um exemplo clássico é "Os três mosqueteiros"
(Alexandre Dumas). O jovem D'artagnan é o centro das atenções, o queridinho de todos - quase tão angelical quanto o Robin. Ora! Como destacá-lo se o mesmo livro possui um dos melhores personagens já criado: Athos, sedutor, amargurado, sombrio, irônico.
Em "Ivanhoe", o épico de
Walter Scott, todos se desmancham a cada aparição do Cavaleiro Negro e do mocinho que intitula o romance. Ah, mas e todo o conflito do vilão, Brian de Bois-Gilbert, o sacrifício no final para salvar a vida de Rebecca? Definitivamente é um homem interessante que, ao longo da história, modifica a forma de pensar, dividido entre a Ordem dos Templários e o amor pela filha de um comerciante judeu. Bois-Gilbert dá corpo e forma à história - o gosto da traição, a leviandade do clero, o ódio, a cobiça e a redenção.
Ao longo do século a literatura nos agraciou com protagonistas brilhantes.
Philip Carey é o menino que supera provações, sobrevive ao fanatismo religioso do tio, às limitações de sua condição quase escrava e repressora, o preconceito de todos que o consideram um inválido em "Servidão Humana"
(W. Sommerset Maugham).
"Macunaíma", o herói sem nenhum caráter de
Mario de Andrade fala por si. Quem poderia discordar?
Algumas mulheres se destacam por execrarem a postura submissa e retrógrada de uma heroína clichê. É o que vemos em "Halo Jones", um dos clássicos de
Alan Moore. O quadrinista nos presenteia também com "V for Vendetta", uma visão da Inglaterra no século 20 através dos olhos de um ex-prisioneiro e cobaia de laboratório - V, o anarquista que jamais revela o rosto.
Outro grande personagem dos quadrinhos é Warren Worthington III, o Arcanjo, um dos primeiros X-men. Menos visado, mas tão significativo quanto, é Destrutor, Alex Summers, irmão do mauricinho engomado Ciclope.
Das revistas e livros para o cinema descobrimos interpretações primorosas como a de Benno Fûrmann (Bodo) em "A princesa e o guerreiro"
(Tom Tykwer). O que dizer, então, de Rosana Pastor que encarna Blanca, voz ativa do Poum - um grupo de guerrilha formado em oposição a Franco. A milícia que baniu os fascistas de Madrid (entre outras cidades).
Continuaria listando nomes se acaso pudesse. A crônica perderia o fio da meada, no entanto. Não quero me ater a ícones ou seres de carne e osso - fictícios ou reais.
Quando têm um bom livro em suas mãos o que lhe atrai, além do gênero? A história em si, um indivíduo em especial? O que te leva a terminar o último capítulo, qual o veredicto?
Tudo depende do que se busca. A literatura depende do temperamento assim como as frutas que só vingam na estação propícia. O paladar humano pode, inclusive, dividir os gêneros segundo esta terminologia:

Morangos, cerejas, amoras (as frutas vermelhas):
Apresentam relatos tórridos como na saga wicca de
Anne Rice ( "Lasher", o terceiro da série, é indispensável).
"O Trílio negro"
(Marion Zimmer Bradley, André Norton, Julian May) é subdividido em três histórias interligadas, cada escritora redige a saga de uma gêmea. As três fogem no primeiro capítulo após a invasão do castelo e o assassinato dos pais. Seguem rumos diferentes de acordo com suas personalidades. Haramis é ambiciosa, Kadiya, rebelde, guerreira e Anigel, a frágil sonhadora. O caráter de cada dita seus rumos, sempre acompanhadas de seus fies protetores - e amigos - oddlings.
Uma lenda repleta de aventura, cobiça, intrigas, violência, crueldade, amadurecimento e superação pessoal.

Abacaxi, limão, acerola (os frutos cítricos):
Dissecam sentimentos mais profundos, langues. É imprescindível ter em mãos a tradução mais fiel de "Ievguêni Oniéguin"
(Aleksander Pushkin), um exemplar que se preze de "Os três mosqueteiros" (Alexandre Dumas).
"Germinal"
(Emile Zola) e "Servidão Humana" (W. Sommerset Maugham) transpiram realismo, tensão e acidez.

Pêssegos, mangas (as frutas carnudas):
Destacam-se pela sensualidade afrodisíaca através de cenas e diálogos convulsos, intensos.
"Muito barulho por nada"
(William Shakespeare) se enquadra, assim como "As brumas de Avalon" (Marion Zimmer Bradley); "A Romana" (Alberto Moravia); "Gota D'água" (Chico Buarque) e inúmeros exemplos.

Cajus, Tamarindos (os frutos amargos):
"Cem anos de solidão"
(Gabriel García Márques).
A epopéia de uma linhagem ao longo do século exalta todo o sabor da amargura, desconsolo e condição espiritual. Ao acompanhar a história de cada personagem desde o nascimento - a ascensão explícita em cada fase, a queda ou conquista derradeira - resta-nos o questionamento pessoal, a interrogação pungente da relação entre o individual e o plano exterior, a vida em sociedade. Põe em cheque vínculos sacros e profanos, fazendo-nos refletir acerca de nossa própria atitude e consciência unilateral.

Deixemos a natureza de lado (risos). Prosas, romances, versos e contos são capazes de transmitir emoções tão pungentes como as que vivenciamos dia após dia. Isto é fato consumado. Mas, no entanto, o que se espera da obra revela anseios intrínsecos a cada um.
Decerto algum personagem modificaria a forma como observam o mundo e as pessoas ao redor, mas o que desejam? Respostas, entretenimento sem conotações, identidade, amor, vilania, egocentrismo, comédias mundanas, sensualidade, mitologia, descrições analíticas, casualidade - o surreal, o concreto ou o abstrato?
A psique é um hall de idéias, palavras, sons e enquadramentos visuais. Um eixo que une descendência, aprendizagem e o eu translúcido, a matéria bruta. Seja qual for o instinto há uma raiz, uma fonte de pensamentos. Seja qual for a motivação, há um universo de encruzilhadas e bifurcações.
Fui seqüestrada por este universo de lirismo e indagação ainda muito jovem. Recordo-me perfeitamente de livros, filmes e peças que marcaram o subconsciente, enviando mensagens cifradas. Dissecá-las é a conseqüência da pluralidade de nossas mentes. É o princípio da solidariedade, da comoção pela vida alheia. É transpor barreiras estabelecidas por nós mesmos, compreendê-las e modifica-las.
Quem nunca disse a si mesmo o quanto a história de outrem se assemelha com os próprios descaminhos? Quem não se deparou com o homem e a mulher dos seus sonhos e esperou conhecer alguém que fosse exatamente assim?
No plano real, a fantasia é fantasia e ponto. Não há solo firme, é uma utopia, trâmite onírico. Quem já viveu intensamente sabe, melhor do que todos os psicólogos, físicos e etnólogos que a máxima não se sustenta.
Razão significa fincar alicerces. Ter os pés no chão implica em uma série de fatores: poder aquisitivo, definição de carreira, trabalho, afinco, frivolidade. Diz como um homo sapiens maduro deve agir e pensar. É o principio do capitalismo e da esquematização das massas.
No entanto, atire a primeira pedra quem nunca teve um dia de cão, surreal; quem nunca transpôs o plano físico, concreto e vivenciou um instante que fosse de pura magia.
Nada acontece por acaso? Ledo engano. É o acaso que move cada um de nós. É o acaso que nos renova e ensina. É o acaso que gera a consciência, a índole, que alimenta o prazer e marca o destino com nossas impressões digitais.
Se há algo de Divino eu não sei. Porém, a vida nos surpreende, abate, injetando doses de harmonia e caos. E não há nada de prosaico. Há um buraco negro imbuído de possibilidades e milhares de surpresas à espreita. Há a cisão entre dois planos. Aprender a dissociar um do outro é o que nos resta.
O misticismo que urge ao sabor dos ventos deseja apenas uma oportunidade, a chance de acontecer. É necessário ter olhos para vê-lo e olfato para senti-lo. É necessário acreditar na mediunidade encubada, correr riscos.
A vida é feitiço indigesto. Os que negam tal probabilidade impedem a si mesmo de irem além.

"Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço
O seu lábio e a sua voz"

(Belchior in "Como nossos pais")

Ode

(Flavia Lopes, maio de 2004)


A vida, meus caros, é só um jogo,
Uma deliciosa brincadeira contínua.
Há margens falidas de erros e acertos,
Conveniências, indulgências, reticências.
No fim, resta apenas a inércia mística.
Há vilões sádicos e heróis verídicos,
Almas góticas, sem chão, sem fé.

A vida é assustadora, meus caros,
Não somos capazes de reinventá-la.
Os passos são leigos, as mentes cegas
E cada vestígio humano que possuíamos
É um membro amputado, tísico e frio,
Soterrado a palmos abaixo da terra.
Resta-nos o ingrato karma: seguir.

A vida é caos e fulgor; um blefe;
Um golpe de punhal, bons amigos!
Nossa sorte é destilada com as mãos.
Futuro é um espaço em branco, vazio,
Não difere berço, etnia, credo, sexo,
Pavimentamos cada légua e ciclo
- A felicidade é busca incessante.

"A violência é tão fascinante
E nossas vidas são tão normais
Você passa dia e noite
E sempre vê apartamentos acesos,
Tudo parece ser tão real
Mas você viu este filme também"

(Legião Urbana in "Baader-meinhof blues")


Flavia Lopes, extirpado às 1:35 AM








Sativos Online



¡¡Manifesto Libre!!
(meu blog jornalístico)

Refuge of a Poetic Damsel
(meu outro blog)




Hoje estou:
Meu humor atual - i*Eu


159591960

Participe! Mande um e-mail!

TYPE

Identificação:
Flavia Lopes
Alcunhas:
Flavinha, Milady, Padawan, Flavíssima
Gênese:
24/05/1978
Habitat:
Rio de Janeiro, RJ
Essência:
Carioca
Mapa Astral:
Sol:
Gêmeos
Ascendente:
Libra
Lua:
Capricórnio


FRIENDS WILL BE FRIENDS

Fiéis escudeiros:
Paty, Flavinho, Raph, Léo, Lucas
Marcelo & Dandy

HEAD OVER HEELS

Paixão Futebolista:
Vasco da Gama
Boleiros:
Ademir Menezes, Nilton Santos, Garrincha, Bellini, Heleno de Freitas, Augusto, Orlando Lelé, Roberto Dinamite, Juninho Pernambucano
Adrenalina:
Escaladas, trilhas, boxe tailandês

Refúgios:
MNBA, Floresta da Tijuca, Biblioteca da Estado, Parque Lage, Joatinga, Prainha


A SAUCEFUL OF SECRET

Comida:
Oriental & árabe
Bebidas:
Matte, Coca-light, Vodka russa e polonesa
Cores:
Azul, bege, branco e roxo e preto
Odeio:
Mentiras, falsidade, intrigas, americanismo e repressão
Amo:
Gargalhadas repentinas, ativismo, exaustão, desejo, insônias poéticas, sentidos apurados
Infusão Cinéfila:
"Asas do Desejo"

(Wim Wenders)
"Os Sete Samurais"
(Akira Kurosawa)
"Nenhum a Menos"
(Zhang Yi-mou)
"Dr. Fantástico"
(Stanley Kubrick)
"Monty Python em Busca do Cálice Sagrado"
(Terry Gilliam)
"Carne Trêmula"
(Pedro Almodóvar)
"Terra e Liberdade"
(Ken Loach)
"A Princesa e o Guerreiro"
(Tom Tykwer)

ISOLATION

Livros:
Servidão Humana, W. S. Maugham
Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez
Poetas:
Bandeira, Lorca, Maiakóvski, Murilo Mendes, Florbela Espanca, Alphonsus de Guimaraens, Fagundes Varela, Pablo Neruda, Bertold Brecht, Pushkin, Herman Hesse, Borges, E.E. Cummings...tantos!
Escritores:
Clarice Lispector, Gabriel García Márquez, W. Sommerset Maugham, Alexandre Dumas, Dostoyevski, José de Alencar, Miguel Piñero, Rachel de Queiroz.

Compositores:
Chico Buarque, Carlos Lyra, Toquinho
Bandas:
Queen, Joy Division, The Smiths, Buzzcocks, Dire Straits, Supertramp, Cordel do Fogo Encantado, Ska-P, Pink Floyd, The Doors, Bauhaus, The Clash, Men at Work, Midnight Oil, R.E.M., INXS, Living Colour, Kiss, Tears for Fears, The Police, Black Sabbath, Toy Dolls, Café Tacuba, Control Machete, Legião Urbana, Ultraje a Rigor.


VIRTUAL INSANITY

Balaio de Gatos
The Blousosnoir
Canis Familiares
Django Brother
Diário de um amante do metal
À Esquerda do Cristo Redentor
Idiota Online
Ndoye's Blog
Queda!
RonalD Golias is watching you
The Book of Shadows
The Real Ronald
O Vampiro

IN BLOOM

Grande Sertão
Poesias Online
Releituras
Textos Para Reflexão
Torre de Menagem

GUERRILLA RADIO

Caros Amigos
Carta Capital
Correio Cidadania
Grito!
Ibase
Indy Midia
La Jornada Virtual
Novae
Site Nacional do PT
Site Nacional do PC do B
Zero Fora

CIVILIZED MAN

APASFA
Planeta Gato
SUIPA

SLEDGEHAMMER

100 Filmakers
Catharton
Cine Guia
Contracampo
Imdb

I LOVE IT LOUD

Batanga
Bauhaus Lyrics
Besouros.net
Chico Buarque
Gene Loves Jezebel
Joy Division
Punk Lyrics
Punk Net
Queen

DEVIL INSIDE

Cartoon Resorce Website
DND World
Hanna & Barbera

HEAVY FUEL

CR Vasco da Gama
Força Jovem
Terra da Gente
Trilhas Online
Xaos Climb

ARQUIVOS


CRÉDITOS

Flavia Lopes