Sábado, Março 27, 2004
"E se eu achar tua fonte escondida
te alcanço em cheio o mel e a ferida
e o corpo inteiro como um furacão,
boca, nuca, mão e a tua mente não..."
(Cazuza in "Todo o amor que houver nesta vida")
Confraria literária
O blog não morreu, caros amigos. Estive literalmente fora do ar, meu pc teve sua primeira crise da meia-idade, fizemos o possível e o impossível para recuperá-lo (trabalho em equipe, Flavinho, meu irmão Alexandre e a proprietária, ou seja, eu). Fora a reinstalação do windows, os drivers que precisei baixar e o falecimento do modem, acredito que solucionamos 90% dos problemas. Se tudo correr bem comprarei um novo pc em abril, peça a peça, é claro.
De volta ao universo de teclinhas confesso, há muito o que dizer. Estou feliz, correndo atrás do meu futuro, infelizmente deixei o ativismo um pouco de lado nestes descaminhos, mas estou de volta com toda força e garra.
Há muito o que fazer. Inúmeras batalhas, tanto pessoais quanto acadêmicas - uma está visceralmente ligada a outra - me aguardem... instantes significam tempo em branco. É necessário lutar, arcar as costas, ranger os dentes.
Um cataclisma de bons fluidos, transparência nua e predomínio de ideais adoçam esta madrugada. Quando o sentimento fala mais alto e a razão coexiste, o melhor é cerrar os olhos e entregar-se por completo.
Inércia espiritual
Justiça é uma palavra que vive dançando nos lábios das mais variadas tribos ou crenças. É justiça que pedem ao serem vítimas de impropérios, ao depararem-se com a intransponível barreira do preconceito. É justiça que exigem ao perceberem o caos a seu redor, ao perderem um ente ou amigo querido, ao sofrerem com a violação de seus direitos. Tal revolta evoca a mais descontrolada ira... e é bom que seja assim.
Mobilizações de grande impacto são geradas por uma ou duas pessoas atraindo novos adeptos que sobreviveram a experiências semelhantes.
O grande dilema é aprender olhando à nossa volta. Quando a ferida exposta é alheia raramente assumimos uma postura solidária. Se o assunto em questão é a violência contra animais... sai de baixo, aí mesmo que poucos se importam. Os que tanto sofrem pelas mazelas da vida estancam os passos e garantem que a situação é extremamente diferente - o grande dilema costurado no âmago de tantos: animais versus humanos. Como se a dor não fosse idêntica, como se os nervos, músculos e cérebro não atingissem o sistema nervoso exatamente da mesma forma.
Qual o que! Importar-se com seres ditos irracionais? Há anos sou voluntária em casas de saúde, orfanatos, asilos e tudo o que conheci foi abandono, descaso, solidão. Não se importam com o próprio sangue, o vínculo familiar. Há os que regozijam-se com a desgraça alheia a fim de diminuir o próprio vazio e desconsolo, para estes quase toda forma de vida é substituível, ultrapassada ou de pouca valia.
Pergunte-se... de que estaria disposto a abrir mão para salvaguardar a integridade física e mental de parentes, irmãos (de sangue ou não), todo e qualquer ser considerado imprescindível?
A resposta é o diagnóstico, basta avaliar.
Pimenta nos olhos dos outros...
O que leva transeuntes a circundar locais de acidentes, desabamentos, incêndios e etc? É uma faca de duas lâminas: a primeira denota o instinto, a vontade de descobrir o que está havendo; a segunda, uma curiosidade mórbida inexplicável.
Será que esta gente compreende o significado de amor? Amor incondicional, que não traz benefícios financeiros ou cicatriza mágoas?
Ressentir-se ao ver outrem com o peito dilacerado, em prantos é raridade. Bebem a dor alheia a fim de aplacar a própria inércia e vulnerabilidade. A fim de esconder falhas de caráter inomináveis e vexatórias.
Eu? Prefiro remar contra a maré da hipocrisia. Quero a vida no sentido mais amplo, busco plenitude e felicidade, mesclada não somente aos que significam tanto e sim a cada ser, evoluído ou não. Estaria disposta a dar a minha vida de bom grado se o bem justificasse o martírio.
Veneno no cálice dos outros é aceitável segundo a maioria. Encham o mesmo até o topo... beberia sozinha sem ofertá-lo a terceiros.
Conquista... não é sinônimo de pisar, é fortalecer o dom intrínseco desde o limiar dos tempos em cada um.
Elementais
O imprescindível para a minha sobrevivência bem poderia dividir-se em cinco elementos:
Fogo: Convulsões líricas pungentes, erotismo e sensualidade, desejo, História, artes, música, poesia, cinema oriental/europeu, futebol.
Ar: Sonhos delirantes, reflexões sativas, diálogos inteligentes, autocrítica, lua cheia, ventanias.
Terra: Ativismo ecológico e político, proteção animal, escaladas, trilhas, acampamentos, viagens.
Água: Mergulhos em pleno mar aberto, garoa fina, biologia marinha, tempestades bravias.
Coração: Amizade, herança genealógica, meus gatos, amor, respeito, solidariedade, harmonia plena.
Obs.: Qualquer semelhança com o Capitão Planeta é mera coincidência (risos).
Tête-à-tête
Estou em débito com vários amigos, preciso remediar a situação urgentemente... peço mil desculpas, tanto para os que visitam este meu espaço quanto aos companheiros de longa data e os novos guerrilheiros que tive o prazer de conhecer nos últimos meses. Tempo é relativo quando o assunto é vínculo afetivo. Conheci personalidades fantásticas e desde já imprescindíveis em 2003, sem desmerecer, contudo, quem permanece ao meu lado até hoje - é felicidade em dobro, isto sim.
Nada de beijos especiais desta vez, deixo impressa a falta que sinto e a certeza de que bons ventos açoitam cada janela adocicando meu paladar. É a bonança, premissa de arco-íris e longevidade compartilhada.
Metafórica, eu?
É bem verdade, estou pra lá de misteriosa ultimamente, para bom entendedor meia palavra basta... e olha que escrevi um bocado (risos).
Metáforas a parte, transpus o que estou sentindo, não poderia ser de outra forma... sonho, realidade e talento coexistem. Realidade sem talento é incoerente, talento sem a eloqüência do sonho é regressão espiritual.
A linha que separa cada um é ilusória. Desnudo-me entre sentenças e versos.
"Mais, quero mais,
nem que todos os barcos
recolham ao cais
que os faróis da costeira
me lancem sinais,
arranca a vida, estufa a vela,
e leva, leva longe, leva, leva mais"
(Chico Buarque in "Vida")
Cromoterapia
(Flavia Lopes, março de 2004)
Naquele tempo de maturidade pouca,
Minha língua adoçava o céu da boca
Em invernias sob o manto escuro,
Dedos prescreviam meu futuro.
Troquei a inércia pela boemia,
Pavimentando a minha sorte,
Absorvi longos beijos proibidos,
Desintegrei meus idílios contidos,
Buscando alguma forma de contato,
Confabulei analisando o tempo exato,
Rangendo os dentes, proibindo a lira
Fazendo uso do verso e da mentira:
Paciência - a sentença de morte,
Espera - sinônimo de agonia.
Veias pulsam burlando a lei,
Já não quero perfeição ou retas,
Meu corpo se desfolha em pétalas,
E bem me recordo de tudo o que falei.
Quantos anos faz? O presente é agora!
Sussurrei poemas fora de tom e hora:
Basta de correntes e desencontros,
Revivi meu passado em contos.
Hoje planto frutos silvestres,
Enamoro o cálice pacifista,
Trago sedutoras vestes
Para que me dispa.
Trova sazonal
(Flavia Lopes, março de 2004)
A dança do sol me desestabiliza,
Ora emano seus raios, embevecida,
Ora rezo para deuses da tempestade.
Esta pele bronzeada é quente,
A palidez é também incendiária -
Devora o interior do peito nu!
Calor é a fome de cada ser,
Desejo que nos faz arder,
Pira fatal e reincidente.
E as ventanias possantes,
Circundando jovens amantes
A ponto de suspendê-los no ar?
Usar o clima a meu favor
É tarefa lírica, indolor,
Meu refúgio e meu agravo.
Hoje estou ciente, desnuda,
Nada me retém ou muda,
Sigo vivendo a céu aberto.
"Quero me encontrar mas não sei onde estou,
vem comigo procurar algum lugar mais calmo,
longe dessa confusão
e dessa gente que não se respeita,
tenho quase certeza que eu não sou daqui"
(Legião Urbana in "Meninos e meninas")
Flavia Lopes,
extirpado às 10:39 PM
Sábado, Março 13, 2004
"All our progress is an unfolding, like a vegetable bud. You have first an instinct, then an opinion, then a knowledge as the plant has root, bud, and fruit. Trust the instinct to the end, though you can render no reason."
(Ralph Waldo Emerson, 1803-1882)
Biografia
Fevereiro de um ano bissexto... putz, vou te contar! Crendices a parte, o misticismo bate à porta dos mais sensitivos. Inúmeras foram as coincidências (das prosaicas às mais impossíveis), acontecimentos traumáticos inimagináveis, declínio e ápice, descoberta, aprendizado, mudança, alegria, sorte, conjunção.
Idade média - tristezas, harmonia, desejo, sedução, fatalismo e cicatrizes em alinhamento - o presente esbalda-se no Olimpo, bate à porta das sete chaves embriagado de ambrosia.
Basta de quedas sistemáticas. Ascensão e nirvana possuem um teor apelativo mais interessante, não concordam?
Prós e contras
Punhaladas tanto ferem quanto curam e vez por outra anunciam a bonança. Como disse Vinícius , "pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza senão não se faz um samba não".
Elemental do Fogo
Frio na espinha, imã positivo, convulsão extrasensorial, ápice,, entrosamento, luxúria, recomeço, fagulha, mímica, nirvana, língua tântrica, confraria seletiva. Bons fluidos polinizam o agora.
Caderno de rascunhos
Retorno não significa débito de sangue, obrigação, regra de conduta e sim o oposto: a percepção mais nítida de quem você é na realidade aos olhos de outrem. Significa acima de tudo entrega. Quem ama é crítico e não benevolente, adestrado. É uma bomba-relógio com trava no ícone de autodestruição e jamais será necessário clicá-lo enquanto houver respeito, harmonia, compatibilidade, delírios sedutores, química, completicidade, união.
Nota
Caríssimos, não temam. A repressão sexual moralista feneceu, restam os puristas às avessas (o velho hábito de agir por debaixo dos panos, degradar o caráter, investir em benefício próprio, reverter-se com a mais fina camada de orgulho demonizando grupos sociais). Encruzilhadas multiplicam-se ao longo do caminho mas a escolha é opcional, ninguém dita regras, não somos marionetes indefesas, sem consentimento e refugo não há manipulação.
A melhor saída é rebelar-se. Não permitir que lhes digam o que fazer, como se portar. Certo e errado, ato benéfico ou pernicioso. A liberdade termina quando ferimos o direito à vida. Quando a forma de agir diz respeito unicamente a nós mesmos, ora... às favas com toda essa pieguice retrógrada. Obstáculos refletem a índole de cada um, transpô-los é evoluir, amadurecer.
Medicina alternativa
Bom mesmo é se apaixonar, sonhar, lutar com unhas e dentes visando não apenas um futuro lucrativo (afinal estabilidade financeira é necessária, sem dúvidas) mas focalizando cada átomo, cada partícula nesta ambição pra lá de ousada e rara: felicidade.
E quem pode ser inteiramente feliz sem amor? Resta tão somente o vazio preenchido com ganhos e conquistas, relações sanguessuga impessoais. No desenrolar da trama (aventura, épico, sci-fi, ação, romance, comédia - os protagonistas ditam o gênero) o enredo se transforma em um mosaico de cenas mal editadas, não há data ou encadeamento de idéias apenas um emaranhado de fatos consumados de pouca importância.
Prescrição? Entregar-se... abandono físico (e não moral), viver intensamente.
Vida real
Metáforas a parte, fiz uma penca de coisas neste último mês. Errei, confesso. O numero de acertos é infinitamente superior. Entre prós e contras, declives e pináculos aprendi e muito... digamos que um incidente desviou meu rumo na estrada.
Verdade seja dita, citando novamente outro grande poeta "consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade" (Salve Renato Russo)
Misteriosa, eu?
Puxa, se fosse contar os meus dias tim-tim por tim-tim afirmo que o post teria mais informações (sucumbindo à câmeras radioativas) e pouco sentimento.
Quem descreve literalmente cada passo, trajetória e curva jamais explicita o impacto que os mesmos causaram. Dor, angústia, êxtase, alegria... o que estão sentindo, o que aprenderam? Refletir e ponderar é mais intrigante, tanto para o interlocutor quanto para o ouvinte.
Penso também que evocar tal dia ou instante, destacando milimetricamente o ocorrido, restringe. Fatos tornam-se manchetes e perdem a essência vital. O que nos leva a destacar algo de suma importância? Meus dedos transpiram e falam por si.
Além do mais é como se estivesse selecionando visitantes. A intenção deste blog é transmitir o que penso e sou aos que me conhecem e aos navegantes que descobrem esta alcova.
"The only way of full knowledge lies in the act of love: this act transcends thought, it transcends words. It is the daring plunge into the experience of union."
(Erich Fromm, 1900-1980)
Distorção visual
(Flavia Lopes, março de 2004)
Meu santuário é solo frutífero,
Comanda a força dos ventos.
Nele meu pulso dita as cartas,
Faz o que bem entende do jogo,
Decodifica meu passado e futuro,
Sorve linhas de cânticos rarefeitos,
Mistura línguas ferinas e cortejos
Num caos libertário dominante.
Ora, vamos! quanta falácia!
A verdade é o oposto,
O que ninguém vê!
Meu santuário é taba inviolável,
Absorve a mágoa dos tempos.
Nele meu silêncio assume a voz,
Entoa versos gerados com sangue,
Intensifica a solidão de meus passos,
Remonta a árvore genealógica familiar,
Funde sentimento, gratidão e desejo
Nesta minha guarida contraditória.
Sim, há dois lados aparentes:
Primeiro, é visão alheia
Segundo, quem sou.
Magnetismo
(Flavia Lopes, março de 2004)
Tu, fantasma desconhecido
Eu, ermitã de luz e velas
Tu, companheiro incerto
Eu, volatilidade pagã
Tu, juventude madura
Eu, insânia calejada
Tu, passageiro distinto
Eu, maquinista cega
Tu, indecifrável amigo
Eu, enigma pérfido
Tu, distância utópica
Eu, corpo exposto
Tu, desejo confidente
Eu, amálgama nua
Tu, fome adormecida
Eu, gesto incisivo
Tu, docilidade voraz
Eu, carícia lúbrica
Tu, redoma elétrica
Eu, requiém ácido
Tu, presença híbrida
Eu, fé inconstante
Tu, amor esfaimado
Eu, solidão rouca
Tu, insanidade vespertina
Eu, frenesi corpóreo
Tu, juventude e descoberta
Eu, fragrância atemporal
"There is pleasure in the pathless woods, there is rapture in the lonely shore, there is society where none intrudes, by the deep sea, and music in its roar; I love not Man the less, but Nature more."
(Lord Byron 1788-1824)
Flavia Lopes,
extirpado às 3:28 AM
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¡¡Manifesto Libre!! (meu blog jornalístico)
Refuge of a Poetic Damsel (meu outro
blog)
Hoje estou:

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Identificação: Flavia Lopes
Alcunhas: Flavinha,
Milady, Padawan, Flavíssima
Gênese: 24/05/1978
Habitat: Rio de
Janeiro, RJ
Essência:
Carioca
Mapa Astral:
Sol: Gêmeos
Ascendente: Libra
Lua: Capricórnio
FRIENDS WILL BE
FRIENDS
Fiéis escudeiros: Paty, Flavinho, Raph, Léo, Lucas Marcelo &
Dandy
HEAD OVER
HEELS
Paixão Futebolista: Vasco da Gama
Boleiros: Ademir Menezes, Nilton Santos, Garrincha, Bellini,
Heleno de Freitas, Augusto, Orlando Lelé, Roberto
Dinamite, Juninho Pernambucano
Adrenalina: Escaladas, trilhas, boxe tailandês
Refúgios: MNBA,
Floresta da Tijuca, Biblioteca da Estado, Parque Lage, Joatinga,
Prainha
A SAUCEFUL OF
SECRET
Comida: Oriental & árabe
Bebidas:
Matte, Coca-light, Vodka russa e polonesa
Cores: Azul, bege,
branco e roxo e preto
Odeio: Mentiras,
falsidade, intrigas, americanismo e repressão
Amo: Gargalhadas
repentinas, ativismo, exaustão, desejo, insônias poéticas, sentidos
apurados
Infusão Cinéfila:
"Asas do Desejo" (Wim Wenders)
"Os Sete Samurais" (Akira Kurosawa)
"Nenhum a Menos" (Zhang Yi-mou)
"Dr. Fantástico" (Stanley Kubrick)
"Monty Python em Busca do Cálice Sagrado"
(Terry Gilliam)
"Carne Trêmula" (Pedro Almodóvar)
"Terra e Liberdade" (Ken Loach)
"A Princesa e o Guerreiro" (Tom Tykwer)
ISOLATION
Livros: Servidão
Humana, W. S. Maugham
Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez
Poetas: Bandeira,
Lorca, Maiakóvski, Murilo Mendes, Florbela Espanca, Alphonsus de
Guimaraens, Fagundes Varela, Pablo Neruda, Bertold Brecht, Pushkin,
Herman Hesse, Borges, E.E. Cummings...tantos!
Escritores: Clarice
Lispector, Gabriel García Márquez, W. Sommerset Maugham, Alexandre
Dumas, Dostoyevski, José de Alencar, Miguel Piñero, Rachel de
Queiroz.
Compositores: Chico
Buarque, Carlos Lyra, Toquinho
Bandas: Queen,
Joy Division, The Smiths, Buzzcocks, Dire Straits, Supertramp, Cordel
do Fogo Encantado, Ska-P, Pink
Floyd, The Doors, Bauhaus, The Clash, Men at Work, Midnight Oil,
R.E.M., INXS, Living Colour, Kiss, Tears for Fears, The Police,
Black Sabbath, Toy Dolls, Café Tacuba, Control Machete, Legião
Urbana, Ultraje a Rigor.
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